segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Quando os galgos do café, vieram às Areias

Foto: Mila Mena / dESIGN: Tio Sabi
Eles marcaram creio que 3, e nós... já não me lembro 
Sei que tenho muito amigos, graças a Deus que me fez assim para os merecer. Dos poucos que cabem nos dedos das duas mãos, está o João Carlos Anselmo. Este texto, é dedicado a ele, e uma prova de amor, por uma que me deu há dias.

Comecemos… pelo princípio, o que sempre convém. Sempre amei o futebol, e sempre sofri de um mal enorme em relação a esta prática desportiva: achar que jogava muito mais, do que os outros achavam que fazia. Quando tu acreditas numa coisa, e o mundo inteiro está contra ti, é muito mais difícil convencê-lo a ele, do que te associares.

Desde treinadores de infantis que me expulsavam dos treinos, chamando-me “indivíduo”, porque estava sempre a fazer castelos com a terra do campo; a treinadores do GDA que me namoravam para participar, mas aos quais sempre fugi (desculpa Bugalhão) sempre refugiado na vida noturna, boémia, incompatível com jogos às 3 horas da tarde, para quem se deitava sempre às 5h e às 6h da matina, chegado da discoteca semanalmente, visivelmente… desgastado.

Onde joguei mais a sério foi nos Couve Rôxa, que ajudei a fundar com o Jaime Miranda, o Cláudio Gordo, o Fernando Lima e mais uma série de refugiados que nunca eram incluídos em mais nenhuma outra equipa, até que… fundámos a nossa própria e… o nome diz tudo! Dali fundimo-nos com os Volkswagen (uma equipa congénere da minha, com outro tipo de malta, que não os meus amigos da altura), dando origem aos Volkselvagem, tipo uma seleção dos piores do concelho.

Ou seja, jogar… nunca joguei. Mas ainda assim, a minha paixão pelo GDA sempre foi tanta, e me senti tão ligado a este clube, onde tantas horas passei, a jogar snooker, bilhar, setas, máquinas, moedas, cartas, onde ganhei o meu dinheirito a trabalhar no bar, onde tantas, e tantas horas, passei a dançar, a beijar, a namorar que… chegaram a convidar-me para jogar nas Velhas Guardas, há anos atrás, antes do acidente.

- Epá… jogar, eu jogava, mas… é que eu nuca joguei no clube e… ah… não faz mal?!? Então tá bem!

E assim joguei! E destaquei-me sobretudo, não pela arte no drible, pela visão de jogo, pela certeza no passe, mas porque… corria muito, lá na frente (que isso de correr era o meu forte. E ao correr… abria espaço para os colegas entrarem, ou fazia tabelinhas, ou… mexia!)

Depois… tive o tal acidente e… a bola ardeu pró tio Sabi.

Mas eis senão quando, na semana passada, o João Carlos me convoca para fazer um cartaz para o jogo a acontecer… 3 dias depois!!!, e me convida a participar. Este rapaz, que anda sempre num lufa-lufa, com 1000 afazeres, lançou-me assim este desafio… quase para ontem, como é habitual nele e eu, que nunca gosto de tratar mal, e faço sempre tudo a quem tudo sempre fez por mim, deitei-me já passava da 1 hora mas o cartaz saiu para as redes, logo nessa noite.

Se tinha cumprido metade do desafio, faltava a outra. E eu não gosto nada de falhar. Sábado de manhã, acordei com a cena de ir jogar à bola, e enquanto pensava nisso, na cama, a chuva caia copiosamente lá fora, o vento soprava e… eu só pensava PORQUÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?

Vivi a manhã de temporal, com a corda no pescoço, a imaginar-me a chapinhar no relvado sintético, que ajudei a trazer para cá. A esposa foi trabalhar, as filhas, almoçar com a avó e o avô. E eu, um futebolista convicto, fiz um almoço frugal de sopinha, carne de perú grelhada, acompanhada de massa cozida, uma peça de fruta, ao meio-dia, bem antes da habitual 1 hora, para conseguir fazer a digestão até ao jogo.

A chuva passou e, às 15 horas, fui o 1º jogador a dar entrada na piscina municipal, onde nos iriamos equipar. O 1º porque o Artur Costa, e creio eu, o Peixe, estavam os dois a fazer tempo, no carro do primeiro.


Assim que nos começámos a equipar, as gargalhadas, e a boa disposição foi tanta, que dei logo a investida por muito bem dada. Aquele Artur é-me um prato… O que a gente se riu. Deram-nos os equipamentos, e eu tive a alegria de poder meter as chuteiras, e calçar as chuteiras, que tinha comprado antes do acidente, propositadamente para este fim. Pensava-as perdidas. Mas tive uma epifania, dias antes, e lembrei-me de ir ver delas ao sótão, onde nunca pensaria que estariam.

Calcei a 1ª e pensei… ah… está-me boa. É 43, tem de estar boa. Um número acima do que calço. Mas… um bocado apertada. Calcei a outra e… opá! Esta não dá mesmo! Mas… espera aí! Se é o mesmo número. Deixa cá descalça-la, meter a mão cá dentro para ver se tem cá alguma ce… Ops! Uma meia! Bem… Deve cá ter ficado da última vez que as calcei e… espera aí! Deixa cá descalçar a outra que já estava calçada par…e… mais um coelho da cartola!




Se a parte de nos vestirmos foi engraçada, imaginem lá… o treino de aquecimento, dado pelo professor Nuno Costa. Chorar, já não choro, mas tive de me parar sei lá quantas vezes, para ver se não me mijava de tanto rir! Aquele Artur… é demais! Tanta parvoíce debitada por minuto… Se eu acho que não cresci, o espírito deste companheiro, é tal e qual quando o conheci, segurem-se… há mais de 30 anos! Se isto não é amigos de toda a vida, é o quê?

Treinar, treinar, treinei só uns pontapés antes à baliza que… fica longe comó catano, numa bola que pesa com’acornos! Livra!

O mister deu a tática. Ia dando, e dizendo, o que deu sempre imenso jeito! Passas para ali, encostas ali, não deixes esse, junta mais, junta mais, e eu ia fazendo.

Foto: Artur Costa

Mas, o momento alto foi o meu primeiro contato com a bola. Algum da defesa adiantou para mim, e a minha ideia, dentro da cabeça, era parar a bola, virar-me, ver quem estava em condições de receber o passe, tocar-lhe, tudo como explica o Luís Freitas Lobo. Mas o que saiu na realidade, foi um pouco diferente. 1º toque, eu corri para a bola, para a receber, e de uma forma absolutamente inexplicável, que adoraria rever (se possível em câmara lenta), enrolei-me, atrapalhei-me, juntei as patas e caí redondo. Estilo uma cabra maluca peada, que se esbardalhou, e bateu com estrondo no chão.
Os gajos devem ter pensado assim: “OOOOOOOhhhh olha-me este! Bem… nem sequer metemos um a guardá-lo!”
Eu, caído, arrasado de espírito, com a auto-estima feita em fanicos, a necessitar alguns minutos para me recompor, e tentar perceber internamente o que me aconteceu, sou completamente arrasado pelas gargalhadas do meu vizinho Mário Guedelha, o carteiro, que dizia coisas tão engraçadas, que até a mim me faziam rir… de mim!

Só pensava “ai o sacana do homem! Logo este! Para ajudar a festa, a minha amiga Teresa Simão, que passou apenas de relance, mas ficou a gozar o prato, também se juntou ao coro, e viu  como eu, qual jogador sensação adiado, fui ficando, tentando fazer qualquer coisa que limpasse. Mas não limpou.

O que eu prometo? Treinar, e para a próxima fazer ainda mais e melhor. Pelo menos, a ver se não me esbardalho, assim à frente de todos.

O meu muitíssimo obrigado vai para o João Carlos Anselmo (sempre ele!) pelo desafio, tentando a inclusão, em vez de fazer daquilo um grupo fechado, elitista; ao capitão José (torre) Vaz, ao sub-capitão Manolo (aos dois, em nome dos braços abertos da equipa), ao mister Fernando Dias (por acreditar, e ao fazê-lo, convencer-me a mim também); e a todos os colegas da equipa que foram IMPECÁVEIS!




 Ao jogo, seguiu-se a parte mais esperada, um magnífico jantar no meu querido quinto JJ Videira, que nos recebeu com a qualidade excelsa a que nos habituou. Foi a bola que nos juntou, mas também foi a bola que roubou um bocadinho no convívio. Onde eram para haver apenas conversas, valores mais altos se levantaram, para verem um Benfica de gala, ganhar por 3 ao Braga, na pedreira mais temida.



Após o jogo disputado, e perdido com justiça, contra o Campomaiorense, deixo—vos o instante que capta, a feliz recém chegada fera, o polivalente talento magrebino Drocas Sabis Sabis, estrategicamente colocado, no jantar de gala realizado no nosso Jjvideira Videira, junto aos membros diretores das Velhas Guardas do Grupo Desportivo Arenense (da dirt. para a esq.), o capitão (altivo) José Vaz, o coach Mister Fernando Dias, o senhor diretor, excelentíssimo Joao Carlos Anselmo, e o sub—capitão, o nosso companheiro Manolo da Vila. Chamem—lhe lá parvo... sentar—se ao pé dos grandes... Foi besuntar os diretores até mais não! Assim vais a jogo, vais... pudera!   

No final do nosso jantar ainda, um momento muito bonito, com trocas de palavras entre os dirigentes das duas equipas, e um momento de muita força para o irmão do Paulinho, um jovem de Campo Maior, com muita família por aqui, para que se consiga restabelecer de pronto, e fugir à desgraça onde caiu, por uma falha de saúde, que poderia ter acontecido a qualquer um de nós, no sono, do nada, e é a prova mais que evidente, como tudo isto é tanto tão efémero.

Amigo, poder falar contigo, e saber que levaste o meu exemplo de vida, como alento, é algo que me enche o coração, que fica transbordante de alegria. Rezo por ele, para que consiga restabelecer-se pronto, junto de vós.

E para terminar digo as palavras do saudoso teclista dos Arenenses, Sr. Manuel Gavancha, tantas vezes recordadas pelo vocalista, meu santo sogro, João Manuel Lança: isto é tão bom, nunca deixem acabar isto!

E o Tio  Sabi reforça que : digam o que disserem, são dias magníficos como este, que valem mesmo a pena viver! Até parece que ficamos com a alma inchada!

VIVAM AS VELHAS GUARDAS DO GDA!


VIVA O GDA, SEMPRE! (E O BENFICA, TAMBÉM! ;) )






sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O futuro... (é, todo) ali (na net / ou esfumaçando pelas vielas)




No sempre belíssimo programa/rubrica “Contas Poupança” da SIC, o jornalista Pedro Andersson (https://www.facebook.com/contaspoupanca/), revela-nos o impressionante mundo do novo Portal das Finanças, agora completamente modificado, orientado na perspetiva de servir online o contribuinte.


clica aqui em baixo, no link, para veres o vídeo



Eu assisto, algo maravilhado, na perspetiva do mero espetador, às inúmeras potencialidades desta nova ferramenta. Já muito sabia, por informação interna, mas acaba por se ficar sempre com uma sensação de deslumbre. A velocidade com que as coisas acontecem…

Quando entrei para as Finanças, em 2000, como estagiário para o serviço de Nisa, com o meu, desde então enorme amigo, quase irmão, Rui Pinheiro, tivemos como primeiro grande desafio, o ajudar na recolha, de todas as declarações de IRS daquela área. Se bem me recordo, são 10 freguesias. Declarações, uma por uma, campo por campo. Cedo viram que os miúdos eram bons com os computadores, e daí, a sermos largados nessa grande empreitada, foi um passinho.

17 anos depois, as declarações de IRS, foram descontinuadas, em papel; e qualquer um já pode entregar o IRS de forma automática, via telefone, de uma esplanada qualquer, devendo para tal, apenas ter Wi-Fi e as suas passwords. Parece futurologia, não é? Mas é verdade!

Assim que me pude aperceber daquilo, que o novo portal das finanças pode fazer, estremeci. Qualquer um sentado à frente de um computador, pode aceder a toda a informação fiscal, em geral, e sobre si. Emitir guias de pagamento, efetuar esse mesmo pagamento via home-banking, em casa, tranquilo, à lareira; entregar toda e qualquer declaração, seja ela de rendimento, ou património. IVAS, IRS, Modelos 1 de IMI, Declarações de Imposto de Selo… tudo aquilo que a gente faz no serviço!

Percebi então porque motivo, desviei logo o olhar, quase inatamente, assim que comecei a ler na intranet (a nossa internet interna), tudo aquilo que o novo portal poderia dar aos nossos contribuintes. Todo um manancial de dados, fichas e informações.

Na altura, perante o mal estar, comentei: é o princípio… do fim. Não mais entrará uma nova geração de técnicos tributários, como no meu tempo. Éramos à volta de 80.000 a concurso… e hoje damos corpo, e cara a esta casa, que aquando da nossa chegada, não tinha admitido ninguém há já 14 anos.


No futuro, antevejo um poder atribuído às máquinas, cada vez mais assustador, e opressor. Os humanos, em casa, ligados à rede, fazendo tudo através de um computador pessoal. Não convivendo, não falando, não interagindo.

Na cúpula, isto, muito à frente, na Europa, e no próprio mundo! Mas…

Em Vale Salgueiro, durante dois dias, na festa dos reis, os putos não só são encorajados a fumar, como são os próprios pais quem lhes compra os cigarros











Andar por lá na rua, deve ser um fartote de rir, com os putos todos a esbajearem pelas esquinas!

- PAI!!! OLHA ELES MESMO A FUMAREM!

- Ah… aquilo é só queimar, filha! Eles não travam. Não inspiram o fumo.


PORTUGAl… not ALBÂNIA but…

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

D. D. B. (Domindo De Bola)









Olhei para o que me esperava do dia, e pensei: Eina! Que domingo em cheio, com os 3 grandes a jogarem em non stop: o meu Benfica às 4h, o Szeborten às 6h, e o Porto às 8h!

Não sou gajo para mamar sequer um, dos muitos talk shows de análise do campeonato, que há por aí: do pimba da CMTV, com os comentadores todos histéricos e drunfados, a falarem de um jogo visto à má fila, numa televisão que o transmita credenciada para tal; ao programa oficial da SIC Notícias, com todos os canastrões do assunto, ou mesmo o da TVI24.

Não pago por canais oficiais de bola, não compro jornais de desporto, mas amo o futebol, e sobretudo o meu Benfica, que isto das paixões não se explicam, apenas se sentem, e vivem.

Hoje, como era um dia diferente, quis fazer algo inusitado, e não ver apenas aquilo que é meu. Fiz assim um esforço para poder ver o Szeborten, e os Tripeiros a jogar. No fim da primeira volta do campeonato, quis tomar o pulso à coisa.


O meu Benfica, encantou-me. Jogou, convenceu, provou que é capaz de continuar a sonhar, com o que sempre foi impossível para si. E para mim. Foi a Moreira de Cónegos ganhar, não à rasca, mas com uma vitória confortável, por dois de diferença. Habitualmente, a crónica do escriba Sabi, o tal vendido ao fisco, a troco do soldo para viver; terminaria por aqui.

Diria que Jonas voltou a encantar, comme d’habitude, porque descobriu Pizzi, aos 23, e este desferiu uma bazucada, daquelas que o meteu a bater pala às bancadas, logo de seguida. O jogo foi bom, foi mexido, e o marrafinhas Cervi (se eu tivesse cabelo, era um penteado daqueles! Ai isso é que era!) falha-me um golo de baliza aberta, mesmo em cima da linha, por ter chegado com segundos de atraso.


Mas as hipóteses flagrantes não se ficaram por aqui, isso é que não. D. Jonas, descobre-me que o guarda-meta estava adiantado e, do meio campo, inventa um chapéu de antologia que o jagunço só consegue desviar à rasquinha, com uma palmada para canto.
Não foi tudo para o nosso lado, que o bom do justiceiro Varela, teve de negar um golo em defesa espetáculo, respondendo a um remate de cabeça, mesmo à queima roupa.

Não foi, no entanto, o único a brilhar entre os postes: uma triangulação perfeita de Cervi com Jonas, termina num rematão deste, que permite a Jonathan, uma defesa do outro mundo.

Ali andávamos nisto até que aos 74, numa movimentação do visionário mister Vitória, lança o puto João Carvalho (tenho de começar a ver os jogos da equipa B, para os começar a conhecer!), que dá a melhor resposta (tirou o cansadíssimo, embora muito valoroso Sálvio) a um grande roubo de bola, e faz cruzamento cirúrgico, para os pézinhos de Mr. Pistolas que… claro… faturou! Este é o 6º jogo consecutivo a marcar! E prontos, portantos, vitória, vitória, acabou-se a história… que não hoje!

Seguiu-se, logo de seguidinha, a lagartagem, a enfrentar os da ilha! Estava o gajo todo cheio de moral que… vi o jogo todinho, e Deus! O que isso me custou! Mas era o que estava previsto. E foi o que foi!


Olhem, para quem ainda não soube, espataram 5 a zero! 5 A ZERO AO MARÍTIMO! E agora poderia mudar já para o Porto, mas, só um reparo para dizer que… aquilo foi mau demais (para um Benfiquista), para ser verdade. Aquele miúdo mal enjorcado com cara de formiga, quase sem barba ainda, que dizem que era para vir para o meu Benfica… dasssssssssssss… está-me ali um jogador…


Ele é que virou aquilo tudo! Depois, têm-me lá aquele corno, daquele carapau do demónio holandês…

Bom, deu barraca!

Os lagartos acabam a 1ª ronda com mais 9 pontos, 9!!!, que no ano passado. É obra!


Janto e vou passear o meu amigo de 4 patas, que chove que deus a manda! O sacana, quando lhe abri a porta, olhou para mim com um ar: tens a certeza que queres mesmo ir, dono?!?!? Não estiveste a beber, nem nada?

- Vá, anda daí que tens necessidades a fazer, rapaz! Mexe-te!

Quando chego… bem… devo estará ver mal: Guimarães -1,Porto – 0. ZERO?!?!?!?

Claro que me abanquei com toda a serenidade. O Guimarães estava uma senhora equipa. Muito bem montada, muito combativa, muito cerebral, muito à imagem do seu treinador… que foi lagarto!, com um golo apontado por um jogador que… também ele, já é lagarto! Não é este?!? É pois! Isto já deve ser o sistema do Bruninho a funcionar, pensei! Vão enrolar o Porto!

Vão, vão. Os gajos levaram carreira direita até ao intervalo. Depois… depois… a coisa descambou! Estão a ver aquele pretalhãozão, o ABUBABUBA? Uma vigazorra escura? O que tinha dito que “ao Porto?!?!? Regressar?!?!? Jamais!!! (como o Mário Lino, quando era ministro do senhor engenheiro).

Bem, marca-me um golão de avançado… com uma suplesse, um nível, um toquinho…


Depois dali… foi fartar vilanagem! Brahimi (que continua a dar-me razão, quando digo que é um dos maiores virtuosos do nosso campeonato! Adoro!) marca… ou melhor, INVENTA UM GOLÃO, que é digno de ser revisto à exaustão! Pura magia! Para pesadelo meu, claro está! E vão dois! Já estavam por cima! Brahimi = pura magia!


Em cinco minutos, entre os 57 e os 62, fazem 2 golos e dão a volta ao texto. Não custa nada!

Como se não bastasse de pretos talentosos (e atenção que eu não sou racista! Chamo-lhe pretos, porque é a sua cor! Queriam que lhe chamasse o quê?!?!? Escurinhos? Pelu amorrr dji Deussssss), um cabeçudão de um chamado Marega! (este, para além de preto, é cabeçudo!) faz dois de seguida: um aos 79, e outro aos 83!


Depois, um branquinho ainda reduziu a diferença mas… não valeu de nada.

Tanto minuto a ver bola, e tanta palavra, que se resumem apenas a: o FC Porto não tremeu, ao ver que os rivais tinham ganho, e voltou a sentar-se no cadeirão de 1º: a 2 dos lagartos e a 5… dos lampiões. Ou seja, eu.


A minha pergunta agora, para 1.000.0000 de dólares é: quem é que vai perder pontos até ao final da liga esta?

- Olha-me outro... Atã nã sabess quem vai ganhare? Semos nós!
Ass: Cruyff da Reboleira

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

SLB. 1 x Szeb. 1 ou… Danças com V. A. R.(ios problemas, irregularidades, matrafices e gamanços)

É...
(Na catedral deve ser demais, mas... aqui... não se estava mal de todo)

Olhem... cá pró vosso tio Sabi, foi mas é, um excelente 
jogo de futebol! Belo serão! O meu Benfica, que sempre me surpreende, sobretudo quando dele nada espero, entrou... à tetracampeão!!! Mostrou aos lagartitos, logo desde bem cedo, que ali, em sua casa, quem mandava era a águia!

Aos 15 minutos, levávamos 72% de posse de bola, contra 28% deles, dos coisinhos. (obrigado, ó Miranda! Mas agora já não tenho tanto sono... ;) 
Jogos áquela hora tardia...)

À meia hora, está bem que a televisão é a nossa, mas era bem notória a maior posse de bola, a maior iniciativa, os muitos mais ataques.

Para provar que a Benfica TV é limpa e isenta, o especialista em arbitragem António Rola, conseguiu provar—me, que o lance do Coentrão (porco! boi!), não foi penálti, mas bateu—lhe apenas nos cornos. Em primeira instância! Porque a imagem que aqui publico... não dá a entender bem isso.

Tens razão! Não foi penáltie. O Coentrão não tocou com a mão na bola, dentro da pequena área!
Ai isso é que não! Invenção dos cabrões dos lampiões! :P

Se o perdoou ali (mal!), apontou E MUITÍSSIMO BEM! (só que lamentavelmente, o árbitro não viu), que o golo do preto esfregona, não deveria ter sido validado, porque houve um fora de jogo do pé do Acuña, que deveria ter sido apitado. Isto porque, na minúcia da sala das câmaras, a análise cirúrgica deveria ter atendido à jurisprudência, de um lance assim, contra o Portimonense, que foi considerado.

Dali, só dava Benfica, e andou sempre a cheirar o empate, que não chegava, por manifesto azar. Aos 59 minutos... bola, carambola e quase golo de Jonas. Seguiu—se uma bola na mão do Piccini, que passou... em branco!

A verdade é que o Szeborten não saiu lá de trás. Trancou—se nos curros! Para mim, nada se pode apontar a Vitória, que lançou Jiménez, Rafa, e meteu a carne toda no assador. O mexican falhou uma bicicleta aos 66, e o anãozinho barbudo, ao qual dei a sua última chance, não me defraudou. É dele que nasce o lance que origina o penalty, que deu a oportunidade de São Jonas não falhar, e marcar o bezerro verde com o seu ferro abrasador.

Vai buscar, ó penteadinho! Nem a cheiras! Parece que tem olhinhos...
Aos 80", ainda carregou mais, e meteu e João Carvalho, mais uma fera da cantera, a explorar. Com este mister! Se fosse o outro deslambido... tarde piaste!

A degraçada disse que este resultado não é bom para o Szeborten (ficou a 2, do 1°, o Porto), mas é pior para o Benfica (que ficou a 5). Mas, pelo menos, falou verdade: "o Benfica fez para empatar o jogo."
Ponto! Até para ganhar, digo eu!, só que tiveste o árbitro do teu lado, e uma caga...

Eu, fiquei verdadeiramente surpreendido (com a postura da equipa), assombrado (com a força, a autoridade tremenda que demonstrou), e convencido, que este Benfica, a jogar assim, me vai levar animado, convencido, estimulado, até ao final. Foi o jogo (até pela altura em que estamos) que mais gostei de ver o Benfica jogar neste ano!

Publico aqui toda a estatística, mas tudo se resume a isto: em 24 remates, acertámos 5 na baliza, e eles, que fizeram apenas 9 remates, acertaram 3.

De todos os destacados, o tio Sabi destaca André Almeida (Bravo! Lutador até ao final!), Krovinovic (cada vez mais firme. A encher o meio campo), e o próprio Rui Vitória!

Só para terminar, e dirigido até aos sportinguistas meus amigos, repararam no desdém com que o Jesus tratou o jornalista Nuno Luz, da SIC, na sala de imprensa? Que vergonha...
És um arruaceiro, meu desgraçado, um velhaco, um pé descalço, um borra botas! Vales ZERO!

É uma alegria e faço minhas as palavras do Mister Rui Vitória: "faltam 18 jornadas, falta disputar muito ponto Para o que falta jogar... teremos muito caráter, muita determinação, muito coração... contem connosco! Estamos cá! O que viram aqui hoje, foi força! E é assim que seremos até ao final: disputar cada ponto até ao fim!

#CARREGABENFICA!!!!!!

Feitas as contas... É tão fácil de ver...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

(O prazer de) Fazer (o) bem

Lá em cima, em Marvão, estava a carapuça enfiada. Foi todo o dia, de noite.

Naquela tarde fria, cinzenta, chuvosa de Dezembro, a última de trabalho do ano; apeteceu-me… fazer bem.
Deu-me para fazer aquilo, que me dá mesmo gosto de fazer na vida. Isto numa perspetiva que até é, estranhamente, egoísta.
Porque apesar do bem estar que possa causar nos outros, o regozijo interno que me dá, será sempre muito maior, disso vos asseguro.


A alegria de fazer e saber praticar o bem, num cristão como eu, é incomensurável.
Não tem forma alguma de ser medida.


Sei bem, que há muito, quem não goste nada de mim. Por maldade, por inveja, por rancor… Mas também é bem verdade que, não pode haver alguém que não goste de mim, porque lhe fiz mal propositadamente, ou porque o tenha prejudicado, com intenção, sem lhe ter pedido desculpa. Não há. Que venha o primeiro, de mãos limpas sob a mesa; olhos, nos olhos.


Depois de terminar o último dia de trabalho, em vez de ir laurear a pevide, nadar, ou ir para casa, para junto de quem mais quero neste mundo; fazer aquelas coisas que nos apetecem sempre… fui fazer o bem.


Fui visitar um amigo convalescente, um dos mais antigos empreiteiros de Marvão, no ativo. Um homem fantástico que me habituei a admirar, há muitos anos atrás. Sempre bem disposto, a saber estar, confraternizar, e fazer-se querido, sabia que tinha passado por um período menos bom no hospital, também porque a muita idade, já não o ajuda. Tinha tentado ligar-lhe, mas, como nunca consegui chegar até ele, fui vê-lo. Levei um saquinho de broas de mel que comprei nas “Delícias da Avózinha”, naquela que é para mim, a melhor doceira de Marvão (que também faz o favor de me aturar como genro): a dona Maria Jacinta da Silva Lança (não passo a publicidade, ali na avendia 25 de Abril, frente à albergaria "o Poejo").

A alegria ao ver-me, a felicidade por se sentir querido, foi tão grande, que chegou até mim. Fez ricochete.

- Dá licença, senhora?

- Quem é? (lá do fundo…)

- Sou eu. O Pedro.

- Quem?!?!?

- O amigo do seu marido, e do seu filho Raposo.

- ?????

- O que costuma passar aqui, muitas vezes a correr.

(Aproximando-se) – Ahhhhhhhh… entre, entre! Nem o conhecia… Os meus olhos… Entre!

- Obrigado. Entrar, eu entrava. Mas a senhora… não tinha lá mais cadeados em casa, para trancar o portão? Eina… que aqui ninguém mete o pé!

- Ai… desculpe lá… Já aí vou com a chave…




Assim que me aproximei da soleira da porta, semi-cerrando os olhos, para conseguir focar…
- Ai esta agora… o meu amigo Sobreiro… Ah, meu querido amigo…

Abraços, conversas, galhofas, perguntas, muitos risos, como é que estavam as finanças, e o chefe,  muitos abraços por dar, o país, e a política nacional…

Tão bom… A mim, soube-me tão bem…



Dali, e porque são vizinhos, visitei uma amiga de há muitos anos que, apesar de ter vários filhos vivos, passou a noite de natal… sozinha. Nessa noite, ainda assim, teve a gentileza, e a enternecedora atenção, de me ter ligado a desejar, a mim, que graças a Deus tinha a casa cheia, um Feliz Natal.

- Se estou sozinha? Ah, o seu amigo das pinhas, foi convidado para passar na casa de um amigo taxista, e eu… não o quis prender cá. Deixei-o ir, claro.

Embargado por esta tamanha lição de amor, também lhe quis deixar uma atenção doce, que levava comigo, para lhe desejar um feliz ano novo.

Divulgo estas minhas atitudes, não na esperança de um dia vir a ser beatificado, (que eu de beatas, é mais as das minhas caninhas/cigarrinhos de tabaquinho orgânico).
Faço-o apenas porque quero divulgar, quero que chegue aos outros, que por aqui venham ler, ou passem de raspão; que fazer o bem, dá o mesmo trabalho que fazer mal, mas tem efeitos completamente díspares. Fazer bem, enriquece-nos, dá-nos paz interior, é gratificante, e recompensador. Ajuda-nos a dormir melhor, e dá-nos a tranquilidade de, se nos der um fanico, sabermos que estivemos bem.

E tão diferente que seria o mundo, se em vez de andar meio mundo a ver se come o outro, se ajudasse. Tu costumas ajudar?


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Olá 2018 (que sejas bem vindo!)


Dizendo adeus a 2017, aguardando, com as melhores expetativas, 2018, é tempo para respirar (fundo), olhar (o infinito), meditar (virado cá bem para dentro) e rezar (bem alto, em silêncio).

E faço-o desde Marvão, esse sítio único, erigido desde os primórdios pelo homem, não para se defender dos outros iguais, da ferocidade dos animais selvagens, ou das agruras das intempéries; mas para estar mais perto dos céus, que eu bem o sei.

Aqui... olhando e ouvindo o suave silvo do crepúsculo, um dos meus momentos favoritos, ali.

Marvão é, e será eterno.


Feliz ano novo!

Corro… logo existo! (featuring, Sizzle, the dog)

Ali, despedimo—nos de 2017, e benzemo—nos para 2018, nas águas, não do Jordão, mas do Sever.
Eu benzi—o a ele, e ele, a mim... com a patinha cheia de água, o meu amore.
A plena comunhão de dois amigos, irmãos, vivendo em corpos diferentes. 
Um, no de um homem, ou de um rapazola, melhor dizendo; e ele, no de um cão. 
Respeito, paz, amizade, alegria. <3
Com Sizzle, o cão bebedor

E para fechar o ano, quis fazer mais uma vez, uma das três coisas que mais gosto de fazer nesta vida, com uma palavra terminada em "er". Neste caso, uma que depende apenas de mim, e da minha vontade: corrER.

Neste ano, montado pelo segundo consecutivo, nas minhas asas NIKE AIR PEGASUS, surpreendi—me ao ver que corri muito mais, e muito mais vezes, que no ano passado. Se em 2016 fiz 348,26 Km, em 35 atividades, neste ano faltam—me 4,5 Km, para chegar ao meio milhar de quilómetros! 500! Fogo! É obra! Em vez de 35 corridas... dei 51! Sempre e só quando me apeteceu. Livre (para mim, correr sem saber muito bem para onde, é a expressão máxima disso), à vontadex, sem stress, em modo relax.


Report de 2017

Report de 2016

— Alice, aqui nas minhas corridinhas, corri tantos quilómetros, que dá para ir a Lisboa, e voltar.

(Espanto)

Hoje... é engraçada a forma como funciona a nossa cabeça. Ou... pelo menos a minha. Tenho muito o hábito de correr ali pela Relva da Asseceira, onde há poucos carros, e muita natureza. Depois deste lugar, quando não corto à direita na Quinta dos Maçãs, e não corto depois à esquerda para os Aires, passo ali ao depósito de tratamento das águas, e na bifurcação em frente, corto sempre, MAS SEMPRE para os Galegos. Porque... por aí conheço, por aí sei onde vou ter, porque as paisagens, e as vistas são deslumbrantes, porque é... hábito.

Sizzle, o cão corredor

Hoje, não sei porquê, pensei... vou cortar à esquerda. Acho que vai dar ao rio Sever...
E não é que vai mesmo? Sempre acompanhado do meu fiel companheiro Sizzle, bebemos dumas vistas absolutamente de cortar a respiração, como dizem os ingleses.

E chegámos mesmo ao rio! Ouve alturas em que pensei... hum... isto assim é muito a descer, e se é muito a descer, depois há—de ser a muito a subir, e a frescura já não será a mesma, pelo que...
Mas ele estava cheio de sede, cotadinho, e... agora que estava tão ali... não ia desaproveitar a oportunidade.

E assim foi. O que se passa lá ao fundo, é que há tipo uma comunidade de malta, que vive em carrinhas daquelas estilo caravana, e outros espalhados com tarecos pelos arbustos. Penso eu de quê, porque não vi viv'alma. Mas pressenti—os.
Uma cena assim do tipo "Andanças", mas sem fogos. Muito Woodstock, muito flower power. Mas... se não incomodam ninguém... let them be.

Isto é o rio (mais uns metros, lá em baixo).

Foi a habitual corridinha semanal para manter a linha (hoje verifiquei que Graças a Deus, e a mim também, que ajudo para que assim seja, peso os mesmos 86 Kg. de há 4 anos atrás... com muita corrida e natação, também), que também serve para desintoxicar a mente, após uma semana de escritório, e computador.

Só 1 vez? Para mim, poderiam ser 7 vezes por semana! Mas 1 está bom! :D Dá para manter.

Sizzle, o cão pescador

Sizzle, o cão trekker

Sizzle, o cão pastor de vacas

Sizzle, o cão pastor de ovelhas

Sizzle, o cão modelo fotográfico
(vendem-se calendários destes, autografados.
Por ele, não por mim.)


Como, pelo que a vida me ensinou, aprendi a pedir um de cada vez, peço que para o ano, eu e os meus (impossível pedir para todos, e arcar com o peso do mundo... isso nem a Mafalda do Quino!), cá estejamos todos outra vez, com saúde e a correr!