quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A era do... MEDO





Nota 1 do editor: depois da era do Cobre, do Bronze, e do Ferro; a era atual da pré-história em que vivemos, é a do medo.

Nota 2: As hiperligações a sublinhado, aprofundam o assunto

Quando pensamos em termos globais, à escala planetária, constatamos que todos os tempos, na história do homem, tiveram períodos complicados. É certo que sempre houve guerras, fações contrárias capazes de exterminar as oponentes, períodos muito maus de opressão. Mas duvido que tenham existido outros, tão ameaçadores quanto os de hoje em dia, na perspetiva do homem atual. Quando ele vive e circula pelo mundo, tem o medo latente, de um perigo iminente que o persegue. Seja numa rua de Barcelona, numa ponte de Londres, ou numa ciclovia da baixa de Manhattan, corre o risco de haver um desgraçado qualquer que está à espreita, para através de uma arma, uma bomba, ou uma viatura qualquer, tentar matar quantos inocentes puder, em nome de… nem ele sabe muito bem o quê.


Para mim, o Alá deles, é o nosso Deus, ou seja, a força criadora de tudo o que conhecemos. Diferem os profetas, os filhos de. Mas sejam Jesus de Nazaré, ou Maomé, é o BEM que está por detrás, na essência dessas figuras, e não o contrário. Não o medo, o horror, a desgraça alheia.


Desde a tragédia que vitimou os cartoonistas/humoristas do Charlie Hebdo, em 2015, o mundo está sempre à espera do que se seguirá. Depois desse reforço da tragédia que vivemos, na manhã que mudou o mundo em 2001, o suspense mantém-se.


Hoje, a humanidade desenvolvida, que se encontra num estágio de evolução, caraterizado pela busca da sua felicidade e bem-estar, vive em permanente sobressalto, com o espectro ameaçador dos terroristas, dispostos a tudo.


Enquanto nós buscamos o bem-estar, nesta vida terrena, estas aventesmas apenas procuram a morte e a destruição. Acreditam que a entrada no além, será ainda mais apoteótica, se com eles conseguirem levar mais inocentes. É uma luta inglória. Eles, que querem perder, e desejam morrer, têm tudo a ganhar. Nós, que só queremos viver e prolongar a nossa existência, o maior número de anos possível, com qualidade, e alegria; queremos ganhar, e temos tudo a perder.




Desta vez, o artista foi um cachopo do Uzbequistão, que ainda nem sequer 30 anos tinha, e muito menos, seguramente, cara para levar uns bons pares de bofatadas. Meteu-se numa carrinha e saiu desgovernado, numa ciclovia, para ver se conseguia apanhar o maior número de civis, que se preparavam para brincar… ao horror, celebrando a noite das bruxas.


Tinha chegado aos Estados Unidos em 2010, num programa de “Lotaria de Vistos de Diversidade”, mesmo com a carinha de Obama (foi por estas, e por outras, que os americanos redneck, o desmontaram do corcel), ao abrigo do qual, todos os anos, cerca de 55.000 vistos são distribuídos, por países onde a taxa de imigração para os Estados Unidos, é baixa. É claro que Donald Trump agora, não só quer acabar o programa, como quer este Zéquinha seja condenado à morte! Estar a meter um crápula destes na prisão? Estar a pagar para que ele coma, do bom comer que lhe damos, que durma, que esteja abrigado, que não tenha calor, nem frio?!?!

HEELLLLLLLL NNNOOOOOOOOOOOOOO!!!!


Do outro lado, 8 mortos e 12 feridos. Inocentes. Sem culpa alguma. Das vítimas mortais, cinco foram argentinos, que faziam parte de um grupo de dez ex-alunos da Escola Politécnica de Rosário - cidade a 300 km de Buenos Aires, que comemoravam 30 anos de formatura. As mortes chocam-me sempre muito, mas sobretudo estas assim, de pessoas que viajaram numa envolvência festiva. Pessoas que saíram do seu lugar, do seu canto, do seu nicho, para festejarem. Como foi o caso da avó e da neta, de Sintra, que morreram em Barcelona, no Verão passado. Foram para celebrar o aniversário da idosa, mas para celebrarem a vida, também. Chegaram, instalaram-se, contactaram a família, dizendo que chegaram bem e… num pequeno passeio de conhecimento… são assassinadas. É tudo muito mau.


Para o lourinho, vais ao castigo, e é já! E para a grande maioria dos americanos que lhe deram o voto, tem mesmo de ser assim.
Já escreveu no Twiter (extraordinária forma, de uma entidade daquele nível comunicar): 

DEATH PENALTY NOW!

Desta vez, o pelintra, ainda por cima, não morreu, nem lhe limparam o sebo. Diz que pediu que a bandeira do Estado Islâmico, para ser pendurada no quarto do hospital onde está a ser tratado. De certeza que se o Trump soubesse, lhe dizia: “ai queres bandeirinha? Concerteza! Mas eu é que ta vou lá pregar! Não sem antes te cravar, meia dúzia de cavilhas, em partes do corpo à minha escolha, terminando com uma no centro dos cornos!


Ele há cá com cada filha da puta!

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